O estudo de 2009 de Antonio Cristo Pinto Madeira na Universidade de Witwatersrand descreveu "a falta de trabalho prático de química em muitas escolas secundárias do primeiro ciclo moçambicanas", tão grave que os alunos concluíam frequentemente o primeiro ciclo sem realizar uma única experiência.
O estudo acompanhou alunos da 9.ª classe (181 no pré-teste e 171 no pós-teste) em quatro escolas secundárias públicas da Beira durante oito semanas. Duas escolas usaram kits de microquímica RADMASTE e duas ensinaram da forma habitual. Os resultados melhoraram nas quatro escolas, mas os alunos que usaram os kits tiveram melhor desempenho nas perguntas que exigiam compreensão conceptual e conhecimento laboratorial, e o seu interesse pela química aumentou. O autor recomendou o uso destes kits, com ou sem laboratório na escola.
O estudo tem já alguns anos e apresentamo-lo como um caso e não como uma estatística nacional actual. Mostra algo que não mudou: os alunos compreendem melhor a ciência quando a fazem.
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